sexta-feira, 2 de julho de 2010

Espelho

O problema do espelho é a fidelidade à realidade

A realidade externa, não querendo menosprezar a realidade interna, mas gostamos de acreditar internamente que você é o que gostaria de ser, que você é sua teoria aplicada perfeitamente...

De dentro de nós vemos o mundo, mas não vemos como o mundo nos vê. Nossos olhos são encapados de uma lente de idéias ,ideários ,ideologias .e toda teoria interna se articula de maneira com que ela própria não queira verificar seu produto prático.A maquina se permite alienar de sua produção. E enquanto produz só olha para os antigos manuais , colocado à mesa já à muito tempo sabe-se lá por quem.

O espelho deixa claro com que olhar você encara os outros e à própria decepção.

O espelho se torna o problema , porque através dele se vê que não é o ideal lá fora..., o mundo (interno) seria mais feliz sem espelhos...

Felizmente idiotizado em uma virtualidade masturbatória...

Vejo no espelho à minha própria traição, quem sou eu? Se é que sou...Quem estou eu?

O que nos conforta é a estranha possibilidade que se (não) vê num túnel sem luz no fim. Do futuro não emana vida, é um caminha só de ida, e diante do espelho, o próprio passado se torna turvo. E a dúvida permeabiliza as paredes desse apertado funil...

Quem eu sou no manual? Quem eu sou no espelho?

...



talvez esse texto não fez sentido algum, mas ...o que faz?(tive medo quando li o que escrevi, só tive vontade de escrever...)



2 comentários:

  1. É isso grande Menck... escreva pra não fazer sentido, que fará mais do que quando a gente tenta reescrever pra tornar público o sentido claro que antes teria na confusão...

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  2. Um dia escrevi sobre os olhos, e que eles não conseguem se ver vendo alguma coisa, porque se os visse vendo, não veria. Acho que o espelho é quem traz essa possibilidade para os olhos; ele é um grande relator, para dizer a verdade!

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