
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Mal-Estar na Civilização
#faculdade/, Após a leitura do Cap. II e III de O mal-estar na Civilização (FREUD, S. ESB. Vol. XXI)(porque a pretensão do homem em buscar a felicidade pertence ao campo do impossível?)
Durante todo o texto Freud discursa sobre a ineficiência do homem em encontrar para si resposta correspondente à sua angustia, discorre sobre o desenvolvimento científico da civilização nos últimos tempos e os valores morais mutáveis de acordo com as culturas. Sem ignorar a unidade que é cada ser, o sofrimento soa estrutural de toda civilização. Caracterizado pela busca do homem pelo poder, seja sobre outro homem seja sobre a natureza. Criando e se escravizando à necessidades desnecessárias, existentes no momento apenas porque agora “podem” existir.
A religião é colocada como uma “auto-alienação” da realidade e legitima resposta ao sofrimento, uma busca em um por vir merecido após tanto sofrer em favor de um deus. De mesmo modo é colocado a crença em que o conhecimento adquirido através da percepção e da lógica trará respostas de maneira que alivie a angustia. Mas a história prova que o conforto substitui a realidade mas não a elimina . O poder sobre a natureza só nos torna realistas, e diante da realidade , o sofrimento justifica a auto intoxicação, seja por pensamentos que fogem a realidade ou químicas que distanciam a percepções humanas da mesma.
Assim sendo o homem refém de sua criação,(aqui cabendo “cria” e “história”) se constitui em parte de suas moralidades e leis que regulam as relações pessoais, aprisionando nesse processo de educação da “primitividade” do Homo Sapiens. As punções primitivas inerentes à existência fisiológica reprimidas pela lei e pela própria linguagem constituem em energia sem nome. A necessidade de um sentido se responsabiliza pela frustração. O processo de educação de um animal para se tornar humano é estruturalmente dolorido, engole-se a força o desejo, e renuncia-se a vida para o corpo, para agora buscar um sentido num mundo tão polissêmico quanto vazio.
Menck, Filipe.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Anotações
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Dor
Espelho
O problema do espelho é a fidelidade à realidade
A realidade externa, não querendo menosprezar a realidade interna, mas gostamos de acreditar internamente que você é o que gostaria de ser, que você é sua teoria aplicada perfeitamente...
De dentro de nós vemos o mundo, mas não vemos como o mundo nos vê. Nossos olhos são encapados de uma lente de idéias ,ideários ,ideologias .e toda teoria interna se articula de maneira com que ela própria não queira verificar seu produto prático.A maquina se permite alienar de sua produção. E enquanto produz só olha para os antigos manuais , colocado à mesa já à muito tempo sabe-se lá por quem.
O espelho deixa claro com que olhar você encara os outros e à própria decepção.
O espelho se torna o problema , porque através dele se vê que não é o ideal lá fora..., o mundo (interno) seria mais feliz sem espelhos...
Felizmente idiotizado em uma virtualidade masturbatória...
Vejo no espelho à minha própria traição, quem sou eu? Se é que sou...Quem estou eu?
O que nos conforta é a estranha possibilidade que se (não) vê num túnel sem luz no fim. Do futuro não emana vida, é um caminha só de ida, e diante do espelho, o próprio passado se torna turvo. E a dúvida permeabiliza as paredes desse apertado funil...
Quem eu sou no manual? Quem eu sou no espelho?
...
talvez esse texto não fez sentido algum, mas ...o que faz?(tive medo quando li o que escrevi, só tive vontade de escrever...)
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Refrão de Bolero - Engenheiros do Hawaii
Refrão De Bolero
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto GessingerEu que falei nem pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão
Mas eu falei nem pensar
Coração na mão
Como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser
Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar num bar
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro
Teus lábios são labirintos
Que atraem os meus instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante sempre me engana
Eu entro sempre nessa dança de cigana.
Eu que falei nem pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como o refrão de um bolero
Eu fui sincero, eu fui sincero
Teus lábios são labirintos
Eu sigo a tua pista todo dia da semana
Eu entro sempre na tua dança de cigana
Teus lábios são labirintos
Que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre distante, sempre me engana
É o fim do mundo todo dia da semana
(as vezes gosto de cantar:
Eu que falei SEM pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
FRASES testemunhas de um crime sem perdão)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Existência.
Me sinto isolado, preso em mim mesmo.
Não compararia com um salão com um espaço limitado e temporal, desses “reais” mas um universo estranhamente infinito.Interno.
Talvez “espaço” seja só o conceito mais próximo pra explicar esse vácuo completamente cheio, cheio de “eu”.
Talvez o único universo “real” que só provo pela lógica dele próprio. Só faz sentido dentro dele. Ele próprio não existe fora dele, Não se vê de outro lugar se não de dentro(se é que um infinito tem fora),não como uma bolha que bate meio a outras, simplesmente não existe na “realidade” .
Vago nesse universo privado sem corpo, flutuo meio as idéias, e ao mesmo tempo em que sou meu universo o enxergo de dentro, sou a linguagem de mim mesmo, ajusto meu foco e minhas idéias gasosas e turvas tornam se sólidas, e me misturo com elas enquanto eu sem forma admiro a única coisa que me liga ao mundo externo. Uma pequena e bizarra “janelinha” meio embaçada. Lá fora tem um mundo físico, limitado, sem muito sentido,e o pouco sentido que faz criei aqui. Um mundo extremamente distante, onde não me compreendo, eu me vejo preso em um corpo limitado cercado por milhares de outros corpos e imagino que “dentro” deles existam universos como o qual vivo. Infinitos outros(infinito infinitos) E dentro deles coisas como as que sou.
Minha dor é não poder compartilhar essa minha vida (essa dor),talvez a única real, é saber que nunca sairei daqui e nunca ninguém poderá conhecer isso onde sou. É continuar vagando meio aos detritos de mim e não saber se existe realmente um fora , se aquela janela é real. E saber que o que sinto aqui jamais sairá daqui, porque por mais que eu tenta sinalizar para as outras possíveis “janelinhas”, lá fora nada faz sentido e o sentido que faço não se faz fora de mim... tenho a impressão que ninguém fala a mesma língua que eu, e que minha própria língua foi eu que criei.
Estranhamente essa “janela” que me faz o contato com esse universo talvez inferior me fez possível. Essa medonha “janela” interna é a única iluminação , e ao mesmo tempo que me intriga e me seduz me causa pânico. Miro aos lados e não vejo fim , mas jamais me movo a perder essa janela de vista,esse único ponto fixo. Talvez esse pânico me prove a existência, talvez um dia eu ouse me perder. Talvez a angustia da existência solitária me faça sentido suficiente para me perder o sentido dessa “janela”.



