quinta-feira, 17 de junho de 2010

Refrão de Bolero - Engenheiros do Hawaii

Uma banda que ouço já a 5 anos, quase que solitariamente, poucos amigos compartilham desse mesmo gosto ... enfim, agora com mais sentidos agregados, essa bela canção se fez necessário voltar à lembrança.



Refrão De Bolero

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Eu que falei nem pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão

Mas eu falei nem pensar
Coração na mão
Como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser

Um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar num bar

Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro

Teus lábios são labirintos
Que atraem os meus instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante sempre me engana
Eu entro sempre nessa dança de cigana.

Eu que falei nem pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão

Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como o refrão de um bolero
Eu fui sincero, eu fui sincero

Teus lábios são labirintos
Eu sigo a tua pista todo dia da semana
Eu entro sempre na tua dança de cigana

Teus lábios são labirintos
Que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre distante, sempre me engana
É o fim do mundo todo dia da semana




(as vezes gosto de cantar:

Eu que falei SEM pensar

Agora me arrependo roendo as unhas

FRASES testemunhas de um crime sem perdão)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Existência.

Me sinto isolado, preso em mim mesmo.

Não compararia com um salão com um espaço limitado e temporal, desses “reais” mas um universo estranhamente infinito.Interno.

Talvez “espaço” seja só o conceito mais próximo pra explicar esse vácuo completamente cheio, cheio de “eu”.

Talvez o único universo “real” que só provo pela lógica dele próprio. Só faz sentido dentro dele. Ele próprio não existe fora dele, Não se vê de outro lugar se não de dentro(se é que um infinito tem fora),não como uma bolha que bate meio a outras, simplesmente não existe na “realidade” .

Vago nesse universo privado sem corpo, flutuo meio as idéias, e ao mesmo tempo em que sou meu universo o enxergo de dentro, sou a linguagem de mim mesmo, ajusto meu foco e minhas idéias gasosas e turvas tornam se sólidas, e me misturo com elas enquanto eu sem forma admiro a única coisa que me liga ao mundo externo. Uma pequena e bizarra “janelinha” meio embaçada. Lá fora tem um mundo físico, limitado, sem muito sentido,e o pouco sentido que faz criei aqui. Um mundo extremamente distante, onde não me compreendo, eu me vejo preso em um corpo limitado cercado por milhares de outros corpos e imagino que “dentro” deles existam universos como o qual vivo. Infinitos outros(infinito infinitos) E dentro deles coisas como as que sou.

Minha dor é não poder compartilhar essa minha vida (essa dor),talvez a única real, é saber que nunca sairei daqui e nunca ninguém poderá conhecer isso onde sou. É continuar vagando meio aos detritos de mim e não saber se existe realmente um fora , se aquela janela é real. E saber que o que sinto aqui jamais sairá daqui, porque por mais que eu tenta sinalizar para as outras possíveis “janelinhas”, lá fora nada faz sentido e o sentido que faço não se faz fora de mim... tenho a impressão que ninguém fala a mesma língua que eu, e que minha própria língua foi eu que criei.

Estranhamente essa “janela” que me faz o contato com esse universo talvez inferior me fez possível. Essa medonha “janela” interna é a única iluminação , e ao mesmo tempo que me intriga e me seduz me causa pânico. Miro aos lados e não vejo fim , mas jamais me movo a perder essa janela de vista,esse único ponto fixo. Talvez esse pânico me prove a existência, talvez um dia eu ouse me perder. Talvez a angustia da existência solitária me faça sentido suficiente para me perder o sentido dessa “janela”.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Prefácio

Ok, comecemos mais um caderno invisível,

Depois de tanto desejar escrever um blog, e nunca de fato realizar. Ler alguns textos de um grande Irmão foi essencial para completar o desejo à um nível suficiente para finalmente escrever de fato.

Pretendo escrever...coisas..., e sem necessariamente com intuito de ser lido e comentado, como imagino que será.

Será um outro caderno, parecido comum primeiro (real), provavelmente tratado aqui de maneira menos íntima,ou mais subjetiva, que possa me expor menos,(já que se não quisesse me expor não me publicaria dessa forma).

interessante pensar na escolha de um título, ou o nome, não sei, para tal bloco de anotações público....meu título "Patognomonicamente" brinca com sua raiz, e uma segunda ,"Mente". não com intenção de explicar, mas de deixar no ar uma subjetividade sobre o tema, se é que se define um, talvez o ideal de idéia seja não ter uma idéia,...

(interessante usar "no ar" para subjetividade....como que a subjetividade paira no ar como um vapor que sobe de um líquido volátil, da linguagem, que exala um incerto aroma, sem forma...)

comentários de meus próprios comentários à parte,

estranha liberdade de começar, não termino e temporariamente desfecho com uma pausa breve ,